Blog/Novidades

Cidades Rebeldes, pelos debatedores

 

Seminário Internacional Cidades Rebeldes
André Singer

“Fiquei muito feliz de ver público numeroso e atento para debater questões da maior atualidade.”
– ANDRÉ SINGER

“O seminário teve um papel de abrir um balanço crítico sobre as cidades hoje e o exercício da democracia, especialmente no contexto internacional onde a crescente importância do ente ‘cidades’ como ator ‘não estatal’ (junto com as grandes corporações) passam a ser incluídos em âmbitos decisórios e de poder. Acho também que o seminário trouxe para o primeiro plano debates de fundo, como a questão ecológica e os limites que ela apresenta para o pensamento que reforça à tendência inexorável às mega-cities e destas como espaço das grandes transformações.”
– CAMILA MORENO

“Cidades Rebeldes mostrou não só que é possível um reposicionamento da crítica social, mas a necessidade de uma nova prática de ocupação e de desocupação de lugares, espaços e posições.”
– CHRISTIAN DUNKER

Ermínia Maricato #CidadesRebeldes2015
Ermínia Maricato

“A repercussão do evento da Boitempo/Sesc esteve além de qualquer expectativa. Ele foi assunto que tomou muitas universidades em todo o país (estive na cidade do Rio Grande nesta semana e constatei isso) e também muitos movimentos sociais. Certamente o conjunto de bons debatedores contribuiu para isso mas não explica porque o evento promovido por uma editora e uma rede como o SESC ocupou um lugar tão relativamente importante na esquerda brasileira. Até mesmo algumas cobranças, ainda que poucas, dirigidas aos participantes e promotores mostraram anseios superlativos. Certamente isso quer dizer alguma coisa que precisamos entender e eu arrisco uma interpretação. Há uma excepcional busca, especialmente da parte dos jovens, por debates, leituras e eventos que possam trazer alguma luz aos surpreendentes tempo que vivemos no Brasil.  Ao mesmo tempo há um vazio que os partidos de esquerda (ou assim conhecidos) não estão conseguindo ocupar seja porque a institucionalização engoliu a maior parte deles, seja porque há uma rejeição ao discurso raivoso que culpa, mais do que critica, a própria esquerda pelo avanço do conservadorismo. Ao lado da tragédia que se constata na conjuntura com a) a maioria dos deputados do Congresso que tenta nos arrastar para tempos obscuros e b) a implementação de um ajuste fiscal sob hegemonia dos capitais financeiros e c) a manutenção de um judiciário que continua conservador como sempre foi, insisto que há uma miríade de novos movimentos que são inovadores e criativos na forma de agir. O evento discutiu em diversas mesas a possibilidade de uma nova esquerda ou uma frente de esquerda. Definitivamente há um vasto campo na sociedade clamando por formação política. Pior cego é o que não quer ver. Eu particularmente gostei demais do Ferréz que acompanhei por internet (Vera e Boulos também foram muito bons). É isso aí, papo reto. Os intelectuais precisam reaprender a falar com o povo e a ouvi-lo, afinal essa é a terra de Paulo Freire.”
– ERMÍNIA MARICATO

Seminário Internacional Cidades Rebeldes
Ferréz (Crédito: Ana Yumi Kajiki)

“A organização, e as mesas em volta de temas sugeridos, formaram uma atmosfera única para o evento. Foi um dos únicos eventos que realmente o público estava preparado para os temas. Foi uma honra ter participado e somado com a visão da periferia para esse evento.”
– FERRÉZ

“Eu achei o seminário um acerto e um sucesso em todos os sentidos. Primeiro, pelo timing. O tema é atualíssimo; discutir os direitos urbanos é o que há de mais up to date em termos de política. A discussão sobre o espaço urbano, o espaço comum nas grandes cidades e tudo o que ela implica, é bastante relevante para a qualidade de vida, tanto no âmbito social, quanto no ambiental. O seminário também acertou em cheio com o convidado especial, David Harvey, que cunhou o termo ‘cidades rebeldes’. Discutir mobilidade urbana, acessibilidade, planejamento urbano, o fenômeno da gentrificação etc., implica também em discussões sobre intolerância, preconceito, orientação sexual, gênero e isso é fundamental para um convívio harmonioso. Foi um momento de troca e de visões muito interessantes; ainda que todos os especialistas e intelectuais convidados para participar do evento tenham uma visão parecida, não quer dizer que tenhamos acordo em tudo, então ouvir todas as perspectivas foi muito enriquecedor pra mim. Espero que o seminário se repita e espero estar junto quando isso acontecer. Fico feliz também que o debate vá render tanto um livro como um material audiovisual que será multiplicado por vários espaços”.
– JEAN WYLLYS

Seminário Internacional Cidades Rebeldes
Jorge Grespan

“Não tenho muito como avaliar o evento inteiro, pois só pude participar da sessão na qual atuei como debatedor. De todo modo, acho que foi muito bom poder colocar o público interessado em contato direto com grandes pensadores marxistas como Postone, Harvey e Losurdo, além da prata da casa. Para todos nós, foi uma excelente oportunidade de nos atualizarmos com o debate marxista contemporâneo.”
– JORGE GRESPAN

“Foi uma grande honra participar do Seminário Internacional Cidades Rebeldes, onde tive a oportunidade de ouvir e aprender, além de transmitir algumas pequenas impressões sobre o tema dos megaeventos e as cidades à venda. Parabéns à Boitempo pela organização do evento, aos palestrantes pela generosidade, aos trabalhadores pela gentileza e qualidade dos serviços e aos participantes pela rara dedicação e inestimável interesse.”
– JORGE LUIZ SOUTO MAIOR

“Claro é que pelas dimensões que assumiu o seminário não foi possível acompanhá-lo todo. Impressionante a presença de jovens no público, principalmente tendo em consideração os temas tratados. Desmente de forma categórica a falácia de que nossa juventude seja conservadora e alienada. Quanto ao mais: organização primorosa e simpática.”
– JOSÉ LUIZ DEL ROIO

“Eu gostei da mesa da qual participei, que foi a parte que vi. Achei a fala da Raquel Rolnik sobre ‘urbanismo militar’ bem interessante. Quanto ao público, só dá pra avaliar através das perguntas que fizeram. Mostraram interesse, mas desconhecimento do assunto segurança, como normalmente acontece. Aliás até os supostos especialistas, principalmente os policiais, sabem pouco sobre o tema.”
– GUARACY MINGUARDI

Seminário Internacional Cidades Rebeldes
Guilherme Boulos

“O seminário Cidades Rebeldes foi um importante momento de debate sobre as contradições urbanas e as perspectivas de mobilização social. Debate qualificado e crítico. Espero que possamos expandir iniciativas como essa Brasil afora: colocar a teoria a serviço da luta social nas periferias.”
– GUILHERME BOULOS

“O evento foi muito importante para despertar o senso crítico das pessoas para a complexidade dos problemas urbanos que hoje vivemos e para suas causas. O curso sobre a obra de Harvey e as diversas mesas procuraram mostrar como as cidades representam, de alguma forma, com suas contradições e mazelas, a objetivação do processo de acumulação capitalista. A política, o Estado e a força dos movimentos sociais apareceram como os elementos que podem fazer frente a esse processo, que se move por uma lógica não humana.”
– LEDA PAULANI

Seminário Internacional Cidades Rebeldes
Lúcio Gregori fala na abertura do Seminário, durante o debate “O direito à cidade”, com David Harvey e Amélia Damiani. Confira os vídeos completos de todas as mesas clicando aqui.
IMG_8631
Maria Rita Kehl

“Achei o Seminário Cidades Rebeldes um notável painel de análise e reflexões críticas sobre as cidades, o país, sobre as narrativas equivocadas e sobre o modo de produção que através de múltiplas transformações atinge de maneira perversa  a vida de milhões de pessoas. O número de presentes e de atuais e futuros assistentes das transmissões ao vivo tornam esse seminário um marco na história do pensamento crítico no país. Foi um Seminário de pensar, analisar e criticar. Ficou-me a impressão de que não falta quase nada para completar esse pensamento analítico e crítico. Quem sabe será o momento da Boitempo promover um seminário, na mesma escala, visando debater propostas concretas e ações unificadas possíveis, para avançar na questão das cidades e, portanto, do país. Um seminário que conforme escrevi no texto que foi pedido a cada participante, poderia ser o Seminário Movimentos Rebeldes.”
– LÚCIO GREGORI

Seminário Internacional Cidades Rebeldes
Raquel Rolnik

“O seminário Cidades Rebeldes foi um evento muito mais interessante do que um Seminário, no sentido acadêmico da palavra. Foi uma mobilização inteligente, reflexiva e também política em direção a um projeto de cidade, alternativo aos que nos são impostos pela combinação da indústria automobilística e a especulação imobiliária. A participação majoritária de pessoas muito jovens, a alta qualidade das perguntas no momento do debate e a reação entusiasmada em relação às falas mais diretamente políticas, como no caso da professora Ermínia Maricato, revelam a existência em São Paulo, de um movimento de reforma urbana crítico e inovador. Cidades Rebeldes foi uma contribuição reflexiva aos movimentos de junho de 2013.”
– MARIA RITA KEHL

Seminário Internacional Cidades Rebeldes
Ruy Braga

“Não é por acaso que – literalmente – centenas de pessoas, principalmente jovens, de todo o país povoaram durante uma semana os espaços do Sesc Pinheiros para refletir sobre nossas cidades. É nelas que as contradições, conflitos e potencias que definem nossos destinos estão hoje à flor da pele, emergindo aqui ali em explosões de violência e festa. É nelas também que a dimensão publica da vida, ameaçada por todas as formas de mercantilização, emerge como questão. Boitempo mais uma vez acertou no tempo e na hora, lembrando (parecia que tínhamos esquecido!) que o pensamento é, também ele, transformador”
– RAQUEL ROLNIK

“Todos sabemos que o país vive um momento de intensa polarização social e profunda confusão política. O seminário Cidades Rebeldes foi um evento que soube identificar os principais desafios da esquerda na atualidade e, por isso, serviu para iluminar o lugar de onde falamos. Reunindo uma ótima amostra daquilo que há de mais interessante na produção marxista internacional, Cidades Rebeldes valeu também por reafirmar um caminho radical de superação das contradições do tempo presente. Parabéns aos organizadores pela bela iniciativa.”
– RUY BRAGA

Cidades Rebeldes Vitor Teixeira
Desenho feito pelo cartunista Vitor Teixeira enquanto assistia à mesa “Bem-vindos ao deserto do capital: crise hídrica, meio ambiente e capitalismo“, com Alexandre Delijaicov, Camila Moreno, Virgínia Fontes e Bruno Torturra (mediação) no Seminário Internacional Cidades Rebeldes

“As cidades se converteram na materialização das mazelas do capitalismo. É fácil notar como as disputas econômicas, a miséria, o racismo, o sexismo, as contradições e as crises da sociabilidade capitalista se expressam na paisagem dos grandes centros, nas periferias, nos projetos de urbanização, nas grandes obras e, sobretudo, na violência institucional. O seminário Cidades Rebeldes abriu um importante espaço para que uma reflexão sobre a cidade, não a partir de modelo ideais, mas tendo os problemas concretos como ponto de partida, pudesse ser iniciada. Da compreensão da cidade e de sua conexão com o funcionamento da vida social depende a emergência de um projeto transformador. Nesse sentido, o Cidades Rebeldes representa um importante passo”.
– SILVIO LUIZ DE ALMEIDA

Seminário Internacional Cidades Rebeldes
Tales Ab’Sáber, na mesa “Revoltas e conciliação na história do Brasil”, com José Luis Del Roio, Ricardo Antunes e Mario Sergio Conti (mediação). Confira a gravação do debate clicando aqui.

“O seminário foi uma iniciativa e uma realização valiosa, em muitas dimensões das coisas. Em primeiro lugar deve-se ressaltar a verdadeira pluralidade, a perspectiva bem ampla sobre o campo geral do pensamento crítico no Brasil – com a preciosa contribuição dos colegas estrangeiros – campo que, talvez, apesar do esforço continuado e sistemático de anos da editora Boitempo, ainda não aparecesse para muitos com a força que de fato tem. Isto só pode ser realizado, nesta dimensão e com estes resultados, por quem está muito atento a todas as potencias da vida crítica contemporânea que circulam e se produzem entre nós. O seminário foi bastante importante como congregação de pesquisadores, intelectuais, artistas que comungam de uma posição crítica, anticapitalista, e que, apesar das confluências e acordos, são mantidos isolados pelo sistema da burocracia da pesquisa e da ciência e mesmo pela ativa fragmentação das cidades. Pessoas que trabalham isoladamente, em campos diferentes, mas com perspectiva comum, puderam trocar forte experiência, e checar o valor e a força do pensamento crítico entre nós, alimentado pelo olhar e pelo trabalho mais forte de cada um. Uma comunidade de interesses ligada por um desejo comum é muito mais forte e produtiva do que indivíduos isolados, e o seminário nos permitiu votarmos a sonhar com esta multiplicação mais ampla, além de socializada, das forças críticas. Como evento de transmissão e virtual produção social, na medida em que entrei em contato com o público que o assistiu, o seminário parece ter sido enriquecedor e produtivo, dando dados, objetos e raciocínios para uma definição mais precisa da realidade, mirando possíveis práticas transformadoras. Um aspecto muito importante do seminário foi exatamente o do equilíbrio, entre os palestrantes, e internamente a cada um deles, entre produção intelectual e conceitual e engajamento, visando a produção de política real. E, ao que tudo indica, também o público parece ter se beneficiado desta dimensão, que busca aliar prática e conhecimento, amor pela vida humana e pelo saber. O seminário também pode demonstrar a riqueza e precisão do trabalho editorial da Boitempo, dando visibilidade e integridade para um conjunto de autores, e obras, cuja ação pública à esquerda no Brasil é verdadeiramente notável. Agradeço muito, e dou parabéns, a todos que participaram e trabalharam neste momento de comemoração da nossa capacidade de pensarmos à favor do melhor entre os homens.”
– TALES AB’SABER

Confira também…

QUE CIDADE QUEREMOS?, um mural com as frases que os debatedores e leitores formularam em resposta à questão “qual é seu ideal de cidade?”

VÍDEOS, página com links para as gravações de todas as 11 mesas do seminário internacional Cidades Rebeldes.

Que cidade queremos?

Ao longo do Seminário Internacional Cidades Rebeldes, a Boitempo realizou uma promoção em suas redes sociais incentivando os leitores a formularem uma resposta à questão “Qual é o seu ideal de cidade?”

A resposta mais criativa recebe um kit completo com todos os sete livros que a Boitempo lança no Seminário, junto com uma apostila do “Curso de Introdução à obra de David Harvey”. São eles:

Paris: capital da modernidade, de David Harvey
De que lado você está? Reflexões sobre a conjuntura política e urbana do Brasil, de Guilherme Boulos
A luta de classes: uma história política e filosófica, de Domenico Losurdo
Revista Margem Esquerda #24, com dossiê “Cidades em conflito, conflito nas cidades”
Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação, de vários autores (Coleção Tinta Vermelha)
A cidade das letras, de Ángel Rama
Sobre a questão da moradia, de Friedrich Engels

Em paralelo à programação do seminário (que além de ter suas inscrições presenciais esgotadas, contou com um público virtual de cerca de 17mil pessoas acompanhando a transmissão ao vivo pela internet) recebemos reflexões de leitores de todo o Brasil sobre o que seriam seus ideais de cidade. Ao todo, foram mais de cem entradas, bem pensadas, bem humoradas, combativas, utópicas… tanta coisa boa que decidimos reuni-las todas aqui na página do seminário, junto com os ideias de cidade que recolhemos de alguns dos próprios debatedores do seminário.

Quem ganhou? Selecionamos seis finalistas, listados abaixo, e convidamos nossos leitores a votarem em qual ideal de cidade mereceria ganhar o kit com os sete livros da Boitempo. Por uma questão prática, avaliaremos o vencedor a partir do maior número de curtidas. Para garantir um tempo razoável para que os finalistas sejam avaliados com mais calma, estipulamos o prazo desta última etapa para segunda-feira, dia 22/6, às 14:00.

IDEAIS DE DEBATEDORES DO SEMINÁRIO

“A luta pelo urbano não cabe no âmbito do espaço concebido, mas naquele das práticas sociais espaciais.”
– AMÉLIA DAMIANI

“Minha cidade ideal seria um lugar onde a gentileza seja o fruto de pouca desigualdade e muita pluralidade.”
– ANDRE SINGER

“A cidade ideal é aquela que recupera a escala humana como dimensão fundamental do espaço e do fazer político.”
CAMILA MORENO

“A Cidade em que eu gostaria de viver é uma cidade na qual as pessoas pudessem circular tão livremente quanto as palavras e onde os círculos, de palavras e de pessoas, se abrissem em elipses, com muitos focos e nenhum centro.”
– CHRISTIAN DUNKER

“A cidade ideal é uma cidade que não seja rasgada entre ricos e pobres, e que seja capaz de desenvolvimento e inovação no que diz respeito ao meio ambiente e ao pleno uso dos seus recursos humanos.”
– DOMENICO LOSURDO

“Uma cidade que priorize o espaço público, inclua os mais pobres e derrube muros de discriminação.”
– ELEONORA DE LUCENA

“O financiamento empresarial de campanha eleitoral define, em grande parte, a política urbana. Neste momento, no Brasil, a cidade que queremos tem executivos e legislativo eleitos sem o financiamento empresarial.”
– ERMINIA MARICATO

“A minha cidade ideal é cheia de labirintos, esconderijos, desvãos, porões, sótãos, que fujam ao Googlemaps e aos satélites da National Security Agency”
– FLÁVIO AGUIAR

“Minha cidade ideal é uma província universal, com particularidades quase familiares e conexões ilimitadas. Uma cidade da igualdade social e da diferença individual.”
GILBERTO MARIGONI

“A cidade ideal é aquela voltada ao bem-estar de seus habitantes e não a tratada como unidade de negócios. Cidades não têm que dar lucro, mas condições dignas a quem mora nelas.”
– JUCA KFOURI

“A cidade ideal é uma cidade socialista, na qual moradia, transporte e saneamento não sejam negócio.”
– JORGE GRESPAN

“A cidade ideal é uma cidade sem desigualdade.”
– JORGE LUIZ SOUTO MAIOR

“A cidade ideal é aquela que consegue incluir todas as culturas que nela buscam aconchego.”
– JOSÉ LUIZ DEL ROIO

“São Paulo é resistência. Não aquela cantada em prosas e versos, da resistência dos ricos e poderosos, que com seus grandes nomes deixaram grandes feitos que batizam grandes avenidas. Mas a resistência solitária e silenciosa de milhões de anônimos que ergueram a cidade sem ter direito à cidadania plena. Que um dia, a cidade seja efetivamente deles.”
– LEONARDO SAKAMOTO

“Uma cidade sem catracas, concretas e abstratas.”
– LÚCIO GREGORI

“Reconquistar a cidade pelo conhecimento enquanto estratégia de transformação.”
– MARCIO POCHMANN

“Meu ideal de cidade é a que respire e me deixei respirar em espaços abertos, iluminados e luminosos. É antes um espaço de encontro e acolhimento do que de chegadas e saídas.”
MATHEUS PICHONELLI

“Será que as cidades poderiam ser mais do que locais de revolta contra as formas concretas e abstratas de dominação do capitalismo, mas também loci de uma forma emancipada de vida? Se tal forma de vida for conceptualizada não apenas em termos da abolição das relações burguesas de distribuição como o mercado e a propriedade privada, mas também em termos da abolição e remodelação da estrutura existente de trabalho, então poderemos começar a imaginar a vida urbana como digna para os muitos, permitindo a intensificada socialidade que caracteriza a vida urbana junto com a generalização dos tipos de estímulos e prazeres sensuais que há muito caracterizam a vida urbana para os poucos apenas. A emancipação, aqui também, deve envolver a expansão das possibilidades humanas, e não a contração daquilo que só havia estado ao alcance de poucos.”
– MOISHE POSTONE

“O meu ideal de cidade é onde não haja racismo. Uma cidade tolerante com todas as diferenças!”
– PAULO LINS

“Cidade ideal? Cidade de e para todos!”
RAQUEL ROLNIK

“As cidades não podem ter a arquitetura do capital, mas da humanidade.”
– RICARDO ANTUNES

“Em minha cidade ideal eu encontraria em cada esquina um amigo, em cada rosto a igualdade e povo seria o verdadeiro senhor de seus domínios.”
– RUY BRAGA

“Ideal é uma cidade sem carros, sem câmeras de vigilância, sem arquiteturas do preconceito, completamente arborizada, com nuvens de conexão às redes digitais abertas e crianças sem medo brincando nas ruas.”
SÉRGIO AMADEU

“A cidade ideal integra a um só tempo plena democracia, transparência, justiça, cidadania e sustentabilidade.”
– STEPHEN GRAHAM

“Uma cidade que jamais cindisse o seu espaço urbano para sinalizar as distâncias entre as classes, uma cidade de plena universalidade do espaço público, qualificado e usado, que alcançasse a todos e que reduzisse ao mínimo o poder particular e privado de desenhar a cidade para o próprio gozo.”
– TALES AB’SÁBER

“Meu ideal de cidade é não apenas uma cidade mais igualitária e mais justa na distribuição de seus recursos e suas riquezas, mas também uma cidade que se abra à construção de espaços comuns nos quais seja possível o exercício da imaginação politica para além do primado gestionário do presente imediato.”
– VERA TELLES

“Os seres sociais para além e acima da propriedade: que as cidades sejam também o campo,  complementos e não tristes avessos.”
– VIRGINIA FONTES

FINALISTAS

“Numa cidade ideal pessoas valem mais que vidraças. Não há carros dormindo em prédios nem pessoas dormindo nas calçadas. Numa cidade ideal a cultura não é elitizada, mas floresce em todos os quarteirões. Nessa cidade, os espaços são públicos, não alvos de especulações. O transporte público é garantido e com a tarifa zero não há segregação. Marcada pela diversidade, pela pluralidade, pela consciência de coletividade. As favelas são admiradas e respeitadas e a rebeldia louvada!”
– JUAN BAGGIO DI GREGÓRIO

“Uma cidade com mais pontes e menos muros!”
– CELIO PIRES

“Meu ideal de cidade não é uma cidade ideal. É uma cidade de tensões. De diferença e tolerância. De concreto e mata. De trabalho e descanso. De individualidade e igualdade. Uma cidade de lutas e direitos.”
– HIRAN MAUÁ

“A cidade ideal mudou seu dicionário,
dele retirou o ‘patrão’ e o ‘proletário’.
O que é isso, minha gente?
Estou tentando entender.
Como alguém pode ser algo
que outrem não pode ser?
Ainda nessa cidade,
ninguém é igual e todos são relevantes,
tudo muda o tempo inteiro
e nela nada nunca será como antes.
Se na cidade ideal todos vivessem,
não faltaria uma autora na lista de livros da promoção,
isso não é culpa da editora,
mas é que na tal cidade, homens nunca dominarão.”
– BEATRIZ MARQUES SOARES

“Quero uma cidade onde a casa de todos seja a rua, onde o amor seja mais importante que o desenvolvimento, onde o progresso seja sinônimo de humanização e não de lucro, onde viver seja sinônimo de amar livremente, e a liberdade gere sempre liberdade.”
– DANILO MENDES

#QUECIDADEQUEREMOS

Lígia Mauá
“A cidade que queremos não é a cidade ideal e sim um espaço de união dos diferentes ideais, de diversidade, igualdade, e não da exclusão a serviço de poucos. A cidade que queremos é o espaço para muitos, para todos – não para algo vazio e abstrato como o capital.”

Pacelli Teodoro
“Desde já, uma cidade que não seja o ideal de ninguém, mas sim, uma realidade coletiva apropriada democraticamente.”

Tiago Dare
“Minha cidade ideal é uma festa. Uma festa do encontro, uma celebração da liberdade. Liberdade da diferença. Na minha cidade têm religiosos, malandros, a galera do SK8, dos duelos de rimas. A minha cidade contempla os playboys, mas também aceita sambistas e excluídos. A minha cidade ideal acolhe as diferenças. Minha cidade resolve os problemas, não os transfere para ‘clínicas’ e prisões. As ruas seriam dos carros, mas também das bicicletas, dos caminhantes e dos inventores. Na minha cidade todos circulam, não importam horário ou dia. A minha cidade sabe ser séria, mas também ri. As pessoas trabalham, estudam, socializam, se amam e se transam! Minha cidade é bonita, me enche os olhos! A minha cidade provocaria o desejo, o tesão! Minha cidade não seria um shopping, mas um grande cabaré! No fundo é isso. Quero uma cidade educativa, mas sem deixar de ser erótica!”

Lucas Wingler
“A cidade ideal pra mim seria aquela que eu me recordo da minha infância, na qual as crianças brincavam até tarde na rua depois de chegarem da escola, na qual as mães e os pais não tinham medo de ‘bandido’, na qual a principal preocupação das crianças era ‘Do que é que vamos brincar amanhã?’. Uma cidade a qual os adultos não se esqueçam do que é ser criança, a qual as pessoas se respeitem independente de qualquer fator que possa diferenciá-las, a qual os ‘rótulos’ já não fazem mais tanto sentido, a qual todo mundo não precise se preocupar mais com tantas contas pra pagar, a qual a sexualidade não seja um assunto que deixe as pessoas constrangidas, que a cultura não seja segregadora. Bom, entre outras muitas coisas, esse é um vislumbre de uma cidade ideal para mim.”

Amanda Lopes
“Uma cidade que não seja igual, mas sim igualitária, que exalte a diversidade (cultural) e possua um lar para cada família, que seja socialmente sustentável e, principalmente, que exista num futuro próximo. Essa seria a minha cidade ideal.”

Adriel Costa
A cidade ideal seria aquela em que os geógrafos e sociólogos ficassem entediados de não ter nenhum problema urbano, social e econômico para pesquisar.”

Otávio Gilioli Spinace
Cidade ideal é a cidade que não é imaginada, mas realizada enquanto palco de todas as lutas; uma cidade em que os cidadãos se tornam militantes e os problemas se tornam causas; que seja capaz de transformar e ser transformada.”

Jorge Luis Sosa Pérez
“A cidade para todos, com qualidade de vida e dignidade para todos!”

Flávio Oliveira
“Queremos uma cidade onde não haja divisão de fronteiras e que não tenha divisão de classes. Viveríamos em uma base sólida e coletiva, vivendo sem fronteiras em um território só, pois juntos podemos mais… A revolução só será feita com o apoio mútuo e solidariedade.”

Lídia Freitas
“O projeto de cidade que queremos trespassa as fronteiras do urbano e do rural, transpõe radicalmente os muros da lógica do condomínio, destrói as vias de mão dupla da gentrificação e da especulação imobiliária e permite, enfim, que se construa coletivamente um existir justo, digno e não mercantilizado. Nosso projeto de cidade irrompe em resistência, como a flor Andradiana que nasce no asfalto, a despeito de tudo. Por trás do concreto plutocrata que domina atualmente nossas metrópoles, ainda hão de emergir nas ruas e praças aqueles que reivindicam seu direito à cidade e a uma vida plena.”

Erik C. Gomes
“A cidade que queremos, precisa, necessariamente, ser mais inclusiva, participativa e democrática para os cidadãos que estão alijados do espectro social, político e econômico. Como já demonstraram grandes estudiosos do tema de políticas públicas, as nossas metrópoles, claramente viram o fortalecimento da hegemonia dos interesses corporativos na condução da política urbana no Brasil ao longo dos séculos e isso foi acontecendo progressivamente. Nós derrubamos a ditadura, mas não derrubamos essa coalizão entre governo e empresários que atendem a interesses particulares em detrimento do público. Isso impediu que uma pauta pelo direito à cidade avançasse. Agora, no limiar do século XXI, é uma oportunidade de fazer avançar essa agenda, porque, é isso que o povo que está na rua, nas manifestações que vemos desde junho de 2013, quer. Quando se fala de mobilidade para todos estamos falando que não queremos que uma cidade seja construída apenas para negócios imobiliários, negócios em geral. Que a cidade é nossa, que coisas não lucrativas têm que acontecer. Então, é sobre a função social da cidade que queremos com pautas inclusivas e que tragam a melhoria a todos e não para uma classe social, historicamente, privilegiada.”

Guilherme Torres
“Não tenho um ideal de cidade, apenas o desejo de viver em um lugar que por meio da luta coletiva e do respeito à individualidade se concretize o lema ‘de cada um segundo sua capacidade e a cada um segundo sua necessidade’.”

Henrique Fernandes Alves Neto
“Queremos uma cidade com uma cidadania fluída, sem estrias, como diria José Machado Pais! Uma cidade na qual a cidadania é aquela que ressignifica a cidade, é realizada por sujeitos, é criativa, consegue compreender as diversas identidades. Diferente de uma cidade mercadoria, ‘estriada’ porque com caminhos de participação definidos – pelo capital! Em síntese, uma cidade sem ‘estria’, uma cidade fluída! Está é a Cidade que Queremos!”

Pâmmela Peixoto
“O meu ideal de cidade corresponde a um lar ampliado, onde reina o respeito, o zelo, o cuidado e o verdadeiro significado da filosofia: o amor incessante pelo conhecimento. Com indivíduos atuantes em sua cidadania, políticos e conscientes de serem sujeitos históricos. Membros efetivos de uma grande e verdadeira família, a sociedade.”

Diogo Carvalho
“O ideal de cidade pra mim é aquela que respeita a liberdade de escolha de seus cidadãos, construindo um sistema de mobilidade urbana que respeite o ciclista, o pedestre, o carro, o usuário de transporte público. A mobilidade deve ser não apenas de transporte, mas de pessoas, de ideias, de projetos. A minha cidade ideal procura soluções locais para evitar segregação, condomínios fechados (fechados de si e do mundo), a violência e discriminação (de todo gênero). Enfim, a minha cidade ideal permite que todos a vivam com intensidade e prosperidade.”

Carol Barisão
“Queremos uma cidade sem cortes e suas austeridades. Com casas e prédios de cidadania. Com ruas laicas. Com postes de conhecimento. Com jardins de Direitos Humanos. Com homens menos máquinas. Com outdoors de paz. Músicas de Democracia.”

Diego Echevengua Quadro
“A constituição de um espaço social que minimize antagonismos entre campo/cidade, centro/periferia, de forma a impedir a constituição de uma fratura no próprio cerne de um projeto urbano que busque a emancipação radical de todo corpo social.”

Danielly Sugino
“O ideal de cidade é um equilíbrio entre a natureza e o Homem, onde o respeito é mútuo. Não haveria motivos para descrever o ‘ornitorrinco’ que se caracteriza em nossas cidades. A cidade seria um exemplo dos encontros anônimos, que não seriam discriminados por condições socioeconômicas e nem apartados por enclaves fortificados. A cidade ideal leva em conta um país e consequentemente uma economia, que prevalece a justiça social e a democracia de verdade, não a que vivemos que é ‘amputada’.”

Ramon Solles
“A cidade Ideal seria, aquela ‘Impoliticamente Correta’ sem babaquice hipocrisia, corrupção, democracia, comunismo, marxismo, na moral sem o homem, porque desde os primórdios, tudo que ele toca destrói,#voltadinossauroskkkk”

Ana Luiza Gomes
“A cidade ideal seria aquela cujos propósitos não se baseiem no ‘progresso’ econômico, em detrimento do bem estar social.”

Jessica Daiane
“Uma cidade livre: livre de violência, livre de preconceitos, livre de desigualdade social, livre do sistema capitalista…”

Wherlyshe Morais
“Uma cidade com princípios comunistas.”

Gabriela Guaritá
“Barulho na praça!!!! Quem se incomodará com tanta paz?”

Victor Campos
“Na cidade ideal, a fé dos homens não é depositada em fatores metafísicos, como a religião (porque abstrata), ou o Estado (porque antinatural, insuficiente e, portanto, gerador de sofrimento). Nessa cidade a fé dos homens é depositada não em homens, mas em toda a Humanidade, pela razão de que todos, sem exceção, convivemos com a maior deficiência de nossa espécie: a ignorância de um universo inteiro que nos é desconhecido, estando perseguidos pela noção (consciente ou não) de Morte e de Tempo, e as tentativas de fugir desses dois demônios (tentativas como economia capitalista, democracia incompleta, ética abstrata e uma religião que nos sacrifica a vida certa pela ideia duvidosa de outra vida após a morte) são falhas com a maioria, são opressoras da minoria e alienadoras de nossa única realidade certa: somos míseros humanos, os quais andam agora brincando de deuses individualistas.

Quando a Fé for depositada no todo da humanidade, não nas imperfeições individuais dos homens, haverá verdadeira Ética, civilização universal e igualdade prática entre os indivíduos.”

José Neto
“A cidade ideal é aquela em que os sonhos se sobressaem ao concreto, a vida se desprende dos muros e a solidariedade vence a exploração.”

Beth Andrade
“Uma cidade gentil, com sombra e água fresca.”

Fabrício Godoi
“A cidade ideal é bela como Paris, amigável como Amsterdã, cosmopolita como Nova Iorque, educada como Tóquio e familiar como nossa terra natal.”

Marcos Diligenti
“A cidade UTOPIA. O pseudo não lugar que é potência viável para a celebração da humanidade na cidade democrática e inclusiva para ‘todos’.”

Rodrigo Bischoff Belli
“Meu ideal de cidade não tem nada de ideal: ela será o que sempre foi, uma maneira das pessoas se organizarem no espaço. Mas diferente do que ela foi até agora, a cidade que penso terá seu espaço livre da circulação da marca da besta, essa maldição que faz com que as grandes cidades sejam estranhas senhoras, que nos sorriem hoje para nos engolir amanhã.”

Paulo Massey
“A cidade ideal é a forma superior da matéria de que é feita a vida.”

Frederico Rodrigues
“Trata-se de uma cidade onde as relações humanas possam ser concretas, e não mediadas por objetos/ mercadorias. De uma cidade onde a sociabilidade não seja abstrata (abstraída de qualidade), mas que possibilite essa qualidade, e que esta propicie o novo, a reinvenção, a (re)existência. Uma cidade onde a formas não dominem as relações, as coisas não sejam mais importantes que as pessoas, que os carros não dominem as ruas, que o objeto que liga não seja mais importante do que os seres ligados. Isso, não no sentido de um regresso aos tempos quase imemoriais, mas da superação de uma forma que ainda que se intule moderna (ou pós-moderna!) já se mostra decrépita. A cidade que queremos é, antes do mais, a negação da cidade enquanto forma, é o (re)encontro da cidade como processo contínuo, não de repetição de si mesma, mas, de poiésis, de reinvenção.”

Emerson Silva
“Talvez não queremos uma cidade e sim um sonho um paraíso ou algo do tipo, um lugar onde não mais haja necessidades de moradia, saúde, educação, lazer e afins, coisas que até então nos são negadas há tanto tempo pelo avanço d devastador do capitalismo. Então queremos uma cidade livre de toda pressão e exploração a que somos submetidos, onde não tenhamos que lutar por nossos direitos simplesmente por serem direitos. Mais que uma cidade, queremos liberdade.”

Leandro Módolo
“A Cidade em que não seja do Estado o monopólio dos ideais, dos Bancos as rendas das utopias e dos Patrões a propriedade dos meios de torná-la real.”

Luiz Felipe Loureiro Foresti
“A cidade das alamedas verdades, a cidade dos amores, a cidade das crianças, das crianças que crescem, das crianças da pré-história, finalmente fazendo a História do homem livre, A História que é nossa.”

Jean Azevedo
“A cidade ideal não é um produto do capital e sim uma reprodução da sensibilidade humana. A cidade ideal é aquela onde conjuga humanidade, onde as portas estão sempre abertas para as oportunidades, sem segregar e fomentar conflitos. A estrutura urbana e o ambiente natural precisa estar entrelaçado num só corpo, já que necessária a interdependência dos dois para termos qualidade de vida. Vamos pensar, reconstruir e humanizar a maior obra de arte humana.”

Patrícia Oliveira
“Na cidade ideal as explosões são de cores, flores, sabores, amores, os fogos são de artifício, as balas de framboesa, os sprays no graffiti: gentileza gera gentileza… A cidade que ri, que luta, que brinca… Bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, obrigado, com licença… Os estacionamentos são de brinquedos, a vaga é verde e viva e a festa é de toda a gente… A casa é sua, é minha, é nossa e tem espaço pra toda prosa!”

Vítor Costa
“Cidade ideal é cidade que se comunica com os moradores e que coloca amor e felicidade em cada passo e convívio que esses tem com o espaço urbano, que não segrega a medida que agrega e que percebe que pra ser ideal nunca pode ser a mesma.”

Filipe Scotti
“A cidade ideal é aquela que oferece condições para todos viverem bem, da maneira mais igualitária possível. Sem muros que diferenciem pobres e ricos ou que separe as pessoas conforme o status social. Nessa cidade não existem shoppings, as praças são os pontos de encontros dos jovens. Os carros são coadjuvantes do trânsito. Os ônibus e as bicicletas são os principais meios de transporte, sendo oferecidos por meios acessíveis e baratos. Uma cidade como essa pode se tornar realidade. O povo tem o poder de ditar a mudança.

Fábio Ornelas
“Cidade ideal é aquela que se transformar com seus indivíduos sem nunca deixar de lado a capacidade de inovação e liberdade.”

Jorge Marinho Guimarães
“A cidade ideal é aquela onde todos tivessem um bom nível intelectual e que cada bairro se destacasse por um tipo de expressão artística e que os protagonistas seriam os próprios moradores.”

Tiago Castro
“Queremos uma cidade transformada pela anarquia, onde as pessoas não decidam somente para onde vão, mas para onde a cidade irá, menos carros mais gente nas ruas, menos especulação imobiliária, mais famílias com moradia digna, menos polícia, mais solidariedade orgânica, menos valor, mais amor.”

Alvarito Baratieri
“Uma cidade que o rio transitasse livremente em harmonia com os moradores, a flora e fauna sintonizados com o sol e o anoitecer de uma vida em paz com as pessoas.”

Thiago Morais
“Qual é o seu ideal de cidade?” Aquela pensada para crianças, ou seja, maior segurança, menos carro, mais praças, mais educação, mais alegria!

Hiago Trindade
“A cidade que quero me permite ouvir o canto dos pássaros e do samba que expressa à resistência da classe trabalhadora. Nela, os abraços, carinhos e afagos devem ser a regra, e não exceção. Além disso, os tons cinzentos gerados pelas indústrias capitalistas devem ser substituídos por todas as cores que compõe o arco-íris. Desejo uma cidade que abrigue o respeito à diversidade humana e na qual todas as vias, ruas e praças conduzam os seres humanos ao endereço da liberdade plena. Quero, enfim, uma cidade inscrita na sociedade em que o livre o desenvolvimento de um é condição para o livre desenvolvimento de todos!”

Erick Pakal
“A cidade ideal seria aquela que todas as pessoas tivessem acesso a esse tipo de livro, que acrescentam tanto, e não precisassem responder um comentário e ficar com esperança de ganhar tais livros.”

Francisco Magalhães
“O meu ideal de Cidade passa longe do idealismo: eu sonho com a cidade concreta, que seja a superação da cidade de concreto, uma Cidade concreta para todos e todas, uma cidade sem classes, numa sociedade sem classes.”

Rogério Júnior
“A cidade que queremos é aquela onde o individualismo não tenha espaço. A metrópole principalmente, com todo o seu concreto e rigidez nos obriga a sermos cada dia mais individualistas. O capital e o mundo do trabalho também, e nos obrigam a agir de acordo com a ética da convicção, ou seja, a ética de favorecer a si próprio. A cidade deve ser um ligar onde todos possam ter acesso aos meios de subsistência básicos, onde a solidariedade de classes tenha voz e a união dos proletários se consolide.”

Lombardi Thiago
“Qual é o seu ideal de cidade?” Meu ideal de cidade é justamente as “cidades rebeldes” por saírem do senso comum, assim despertando as contradições.”

Warley Alves Gomes
“A cidade que queremos é a cidade na qual os “olhos dos pobres” da Paris de Baudelaire não poderia existir porque ninguém passaria fome; onde Mefistófeles jamais expulsaria o casal de idosos, pois todos teriam direito à moradia; onde a Londres futurista de Huxley seria inimaginável, pois haveria lugar até para os mais tristes; onde nem Cristo nem Beleboni seriam crucificados porque todas as diferenças seriam respeitadas; onde viadutos não cairiam, pois todas as obras públicas seriam feitas respeitando a vida coletiva e não apenas os interesses das grandes empresas e de políticos tecnocratas. A cidade que queremos é a cidade que, nunca realizada, tampouco será abandonada em nossos sonhos.”

Maria Teresa Martins
“A cidade ideal é a que não segrega, junta; não divide, soma; não intensifica conflitos, problematiza-os. A cidade ideal educa, no sentido pleno do conceito, e permite crescimento social, econômico e cultural pleno a todos, não a uma parcela. Essa cidade, sonhada como um sonho bom, elimina a dicotomia entre socius e hostis, porque nela todos são plenamente cidadãos.”

Giordano Bruno de Oliveira
“O meu ideal seria uma cidade construída sem uma mentalidade colonizada, dirigida diretamente pela população que nela reside, havendo ao invés de centros comerciais, núcleos culturais espalhados por ela. Um bom começo seria a cidade não ter um nome de inspiração européia ou de religiões hegemônicas.”

Rodrigo C. Michel
“A cidade ideal é aquela que não se resuma a um espaço para a reprodução social da força de trabalho, mas que promova condições para uma experiência urbana humana e emancipatória.”

Ana Bernadete Accioly De Lucena
“A cidade ideal é o espaço que possa ser vivido, que possa ser contemplado, construído e usufruído por quem o constrói todos os dias. O espaço a ser sonhado, idealizado, planejado e sentido. Um espaço que seja comum e compartilhado.”

Sa Porto
“A cidade que queremos, seria a cidade onde as diferenças e a liberdade fossem respeitadas, onde classe social e local de moradia ñ fossem usados para classificar seus habitantes.”

Trapp Saad
“Uma cidade em que os seres humanos valham mais do que carros, arranha-céus e a farra das empreiteiras. Uma cidade que respeite o direito de ir e vir e que faça de seus cidadãos o seu maior e verdadeiro valor.”

Homero Junior
“Não acredito no ideal de uma cidade, mas acredito numa cidade que dê menos força aos podres poderes e mais força aos bons encontros, onde os ventos que rasgam a carne levem, também, sementes de girassol. Ladeiras que se confundam com cachoeiras, paralelepípedos eucaliptos, verdes-rosa nas praças negras, muito negras em seus devires com samba, maracatu, hip-hop e um velho blues nas janelas laterais. Como se as periferias afirmassem suas vozes, tecendo linhas das minorias até esgotarem-se a solidez maioritária, com um beija-flor em cada esquina polinizando a seiva doce e amarga do dia a dia. É como se a estética grega beijasse a tropicália brasileira, num tango a dois e a mil, com a coragem nômade de uma matilha de lobos transbordando sabiás! A cidade que queremos tem pixo, Chico e poesia nas paredes, flores pelo chão que é pra trocar o tédio pela sede!”

Llyr de Llyr
“Que cidade queremos? A cidade do encontro, da diferença e da justiça social, onde é possível sonhar e caminhar junto!”

Tarcilio Loureiro
“Quero a cidade aonde as minhas janelas possam estar sempre abertas, dia e noite, onde eu possa ver em meio ao cinza crescer o verde, o verde da esperança, esperança de que por direito essa também seja um dia a minha cidade.”

Jules Grouxo Maigret
“Um labirinto em que nada é previsível, em que os trajetos são definidos pelo desejo, em que os conflitos são entre indivíduos e não entidades. Em que os equipamentos são tão abundantes que podemos jogar com a cidade, em que o encontro com o estranho é uma oportunidade e um desafio, não um terror. Uma cidade que não seja uma linha reta, dividida pelas afinidades e pelas circunstâncias, não pelo dinheiro ou pelo poder.”

Alexandre Capelo Severo
“Na cidade ideal, as pessoas não apanham por um ideal. As pessoas podem ver de verdade, o verde que há na cidade. Não há sangue nos morros. Vermelho, só nas camisetas e bandeiras. O preto aumentou sua participação nas universidades e nos empregos bons da cidade. Diminuiu nos presídios, nos empregos precários. Na cidade ideal, todo dia tem arco-íris: todas as cores tem espaço e passo assegurado, sem lâmpada na cabeça, cuspe no rosto, olhar de desprezo. Na cidade ideal, há graça nas praças e nos prédios não há tédio: há a alegria de quem conquistou a tão querida moradia. Na cidade ideal, real nos sonhos dos que saem das calçadas para tomar as ruas e avenidas, todos podem ver a cidade: veracidade da cidade ideal.”

João Moraes
“A cidade ideal tem criança brincando na rua, tem senhores e senhoras conversando e passeando na calçada. Tudo isso de dia ou à noite. E ônibus e metrô e trem para todos os lados.”

Cristiane Rosa
“Uma cidade que permita que seus cidadãos se identifiquem em todos os cantos. Quer negros parem de contar quantos negros são apenas atendentes, que policiais parem de silenciar nossa periferia, que o concreto rache e floresça uma igualdade de classe, gênero e etnia.”

Luciana Itikawa
“Cidade ideal é aquela onde não existam aqueles que têm MAIS Direito à Cidade que outros.”

Heloísa Helena
“A cidade que eu quero é aquela ocupada, de fato, por todos os habitantes. Uma cidade sem centro, com bens e serviços igualitariamente distribuídos por toda ela, com qualidade. Uma cidade organizada com zonas autônomas e interligada de modo eficiente, para que todos ocupem todos os espaços, e nele se locomovam quando e se desejarem.”

Rafael Moreira Do Carmo
“Por entre ruas e avenidas sejam nas praças ou apartamentos é forjada pela luta a cidade que queremos. Da ideia à razão pelos livros ou pela mão a cidade se realiza por gente indigente que lê, não lê, debocha ou não vê que a vida vai seguindo meio assim indiferente… A cidade ideal é concreta tem metal e assim se realiza… Forjada nos escombros da nação, pela força da revolução dessa gente antes só, a cidade imaginada toma corpo na empreitada de uma gente organizada que possui a seguinte missão: acabar com o sofrimento desfazer todo lamento e se internacionalizar… A cidade que queremos e concreta tem cimento e se parece com a nossa, mas trás uma diferença algo assim substancial… ela é feita pela gente que de antes descontente transformou ideia no real…”

Juninho Pedralva
“A cidade ideal é àquela em que não há o estranhamento do outro, portanto, suas fronteiras geográficas e culturais seriam dotadas de alta permeabilidade.”

Gabriel Ramos Damasceno
“Se as condições formam os homens e os homens fazem a si mesmo a partir da transformação das condições nas quais vivem, segundo suas necessidades vitais: a cidade ideal será àquela que virá por intermédio da práxis histórica dos homens das cidades rebeldes, formando suas condições concretas humanamente, sob pena de não virarem homens de concreto na cidade.”

Carol Maria Pereira
“Na minha cidade todos os moradores conhecem o mundo na praça pública dos livros e, por isso, querem mais que habitar, eles querem o ‘direito à cidade’. Através de seu potencial revolucionário convivem, se cuidam, cuidam do meio, comem e trabalham. Além disso, seguem a risca a receita de Drummond, onde ‘o trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.’ (ANDRADE, Carlos Drummond. Cadeira de Balanço, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.)“

Alexandre Assmann
“Uma cidade sem barreiras e livre de opressões.
Que não sustente o medo. Que não destrua o amor.
Que seja pública.
Que não invisibilize a dor e não esconda a vida.
Que seja de todos e todas, sem distinção.
Pois preencheremos lacunas e criaremos futuro.
Sem muros. Sem medo.
Criaremos ideias. Criaremos cidade.”

Antonio Vicente
“Minha cidade ideal seria a da Paz. Aonde possam florescer a humanidade nos gestos de cada cidadão. Humanidade para cultura, educação, a politica, o homem e a democracia.”

Pedro Oblznr
“A cidade que queremos não é ideal, porque isso é impossível, é a cidade que já estamos construindo pouco a pouco, com espaço para diferenças e igualdade de direitos. É a cidade que escuta tanto seus intelectuais quanto seus batalhadores.”

Hernani Lotufo Júnior
A cidade que queremos é o espaço da diversidade, do convívio harmônico entre diferenças, da manifestação do contraditório.”

Tasso Brito
“A cidade ideal é aquela governadas por sonhos, onde todas as auroras tem a chance de brilhar, onde o passado se faz presente sem governar o futuro.”

Maria Luiza da Silva
“O ideal de cidade seria aquela em que todos teriam qualidade de vida.”

Alexandre Torres
“A cidade ideal seria aquela: De orgrimmar de world of warcraft , Cercada de blood elf , orc ,undead… Uma cidade imaginaria, você sai pra porta de orgrimmar duela com seus amigos, um sistema de matrix … Onde os bonecos (humanos) são controlados por series de outro mundo.”

Eliezer Mota de Oliveira
“Não existe um modelo para a cidade ideal. A cidade deve ser pensada a partir das suas necessidades. Ela não pode ser copiada e nem atemporal. A sua história é medida pelo presente e o que importa, no final, são as pessoas.”

Tatiane Godoy
“Que a cidade não seja ideal, idealizada a partir de planos, mas que seja a materialização de uma sociedade que não esteja amparada na divisão entre capital e trabalho, na supremacia da propriedade privada em detrimento da apropriação coletiva.”

Iago Vinicius
“A cidade ideal é aquela construídas por homens concretos, onde a sua própria individualidade pode florescer, realizar-se, de modo que se possa pescar, caçar, cantar e ler poesia num mesmo dia. Lugar livre de angústias e opressões ao indivíduo, livre do estranhamento e da despersonalização característica das cidades modernas. Enfim, #QueCidadeQueremos além de uma cidade em que a própria existência humana seja felicidade e realização?”

Gilmar Nunes Corrêa
“Que cidade queremos? Uma cidade que tenha políticas públicas – articuladas aos movimentos sociais – que busquem o equilíbrio interno; que através de planejamento participativo contenha o crescimento desordenado, aliviando as zonas congestionadas criando estruturas que garantam um desenvolvimento descentralizado. Que – assim – propague ações que democratizem o acesso a bens de consumo essenciais a infra- estrutura urbana, como: saúde, educação, transporte, habitação, lazer, saneamento, água, luz e segurança; combata a segregação espacial valorizando em primeiro lugar a qualidade de vida dos cidadãos.”

Odonel Serrano
“O meu ideal de cidade é de um coletivo capaz de reconhecer o que há de ignorância e violência próprios do humano e do seu tempo, mas que além de reconhecer também seja capaz de encontar algumas saídas para o mal-estar, saídas que não sejam a da pura exclusão ou marginalização, cientes que não é possível e nem desejável acabar completamente com o mal-estar, mas que é possível algumas saídas parciais na cultura e na criação, frutos de um trabalho coletivo. Uma cidade que faça circular e movimentar o desejo. Que possa acreditar mais na gentileza. Uma cidade onde o político possa gerar uma responsabilidade sobre o mundo, principalmente das situações mais vulneráveis e de risco. Uma cidade produtora de cultura, esporte, educação que não estejam subjugadas ao poder do capital.”

Leojorge Panegalli da Rocha
“Queremos uma cidade inventada por mais ideias do que certezas.”

Adriana Paniagua
“A cidade ideal, é aquela projetada por pessoas, para pessoas.”

Alex D Almeida
“Meu ideal de cidade são as nossas cidades equalizadas, cada uma com suas características e peculiaridades, porem disponível a todos de forma justa.”

Tarcizio Matheus Zanfolin
“A cidade ideal é aquela na qual a liberdade e a igualdade são levadas a sério e no qual o meio ambiente é respeitado como parte integrante da vida na cidade.”

Carlos R. Gutierrez
“A cidade ideal seria aquela que oferecesse as facilidades modernas para a mobilidade urbana sem perder a poética cumplicidade dos campos… onde as pessoas pudessem respirar o ar bucólico sem se contaminar com as diversas e perversas poluições… a fusão do concreto com o abstrato… o cinza em harmonia com o verde… para receber todas as outras cores.”

Denise De Sordi
“Meu ideal de cidade é aquela que não estrutura e não determina as relações pela via do Capital, é construída pelas múltiplas relações vividas e experimentadas pelos trabalhadores e por seus objetivos, é para os trabalhadores.”

Clarissa Lazzari
“A cidade ideal é aquela apta a ser uma associação de homens e mulheres livres, portanto, capaz de engendrar encontros libertários entre plurais razões e paixões.”

Jessika Antunes
“A cidade ideal é aquela que acima de todas as diferenças exista o respeito.”

Ernesto Neto
“Eu quero uma cidade sem muros, sem grades, sem tantos estúpidos e covardes. Uma cidade com leis, que se cumpram por serem entendidas e justas. Em um mundo sem os reis, que querem conquistar tudo ás nossas custas.”

Simone Si
“A cidade que queremos é aquela onde os trabalhadores que a construíram e a levantaram possam usufruí-la de fato e que a riqueza produzida pela humanidade seja nela aplicada como potencial para desenvolvimento da produção e da reprodução da vida. Tudo isso forjado dentro de uma nova forma de organização social sem pátria, sem patrões e sem propriedade privada.”

Marlison Carvalho
“A cidade que queremos é aquela onde todos os cidadãos, independe de cor, classe social, cultura e religião sejam protagonistas das decisões tomadas acerca dos seus direito. A cidade que queremos é aquela que não está estruturada para atender aos critérios mercadológicos, e sim que todos tenham o direito inalienável de ter seus direitos.”

Magno Madeira Filho
A cidade para e pelos homens, produzida para o público, com verdadeiras relações sociais de apropriação, contra as abstrações fantasmagóricas, as explorações reais e as separações sociais.”

Ian Caetano
“A cidade ideal seria aquela às pessoas, não ao capital. Aquela que fosse equidistante, e não segregada geograficamente consoante o papel na cadeia produtiva. Aquela que fosse dinâmica, e que não ofertasse dinâmica só àqueles que por esta pagam, mesmo que não sejam eles que a produzam. A cidade ideal seria a cidade do trabalho, não a cidade do labor.”

Ivan Pinheiro De Figueiredo
“Cidade não pode ser ideal. Cidade e ideal são termos que encerram antítese entre si. A cidade é criação do modo de vida espoliador e a sua configuração retrata o destino da cria. A cidade como é é o que não queremos.”

Artur Santos
“A cidade ideal é aquela que respeita o corpo, a mente, o espaço e a natureza possibilitando um cotidiano livre e possível a partir dos desejos humanos.”

Nathaniel Merriweather
“A Cidade é um ideal perdido, de ideal praticado nas linhas dos planejadores, para o borrifamento estratégico do investimento público-privado. Da luta pelo direito à cidade à luta pelos direitos à cidade. O negativo da cidade ideal nos pergunta antes de tudo se devemos idealizar a cidade novamente.”

Daniel Ricco
“Minha cidade ideal é aquela em que coisa é tratada como coisa e humano como humano.”

Camila Thomaz
“A cidade ideal é aconchegante, é uma boa casa para todos!”

Tainã Alcantara
“Diante de uma vivência alienada frente ao próximo e ao próprio meio no qual habita o indivíduo, a cidade ideal apenas se constituiria em uma relação dialógica com um sujeito atento à vivência em público, percebendo-a, portanto, enquanto fator de auto-desenvolvimento. Neste sentido, a cidade ideal seria um espelho das necessidades reais da coletividade – ao contrário da apreensão desta realizada pelo Estado ou grupos economicamente favorecidos -, das mais simples às que, enfim, tornam-na humana e social, e não mais um complexo “à parte”, que se mantém estática “a priori” e “a posteriori” da existência de cada um de nós, mas que se constrói enquanto nela e com ela coexistimos. O “habitat” do homem contemporâneo deve adotar, tal como este, uma mutabilidade constante, objetivando, a partir do mesmo, condições dignas de (sobre)vivência – que vão desde a maior eficiência na mobilidade à estima pelo meio ambiente. A cidade ideal não deve se estabelecer enquanto cenário superior à ordem natural, da natureza, mas enquanto modificação desta por uma espécie dela igualmente pertencente.

À questão sobre “que cidade queremos”, enfim, responde-se: uma cidade que à coletividade, com sua diversidade, com sua pluralidade, se conforma; que aos demais cenários da biosfera mantenha o equilíbrio e que ao ser humano mantenha sua percepção enquanto fruto de uma constante construção coletiva.”

Kátia Mesquita
“Cidade ideal é aquela que pertence a qualquer um.”

Luiz Eduardo Neves
“A cidade ideal é aquela que todos os seus habitantes possam usufruir o direito à moradia digna, uma cidade voltada a participação popular efetiva, um lugar do diálogo, das relações interpessoais intensas e próximas, lugar que todos possuem acesso à educação em sentido amplo. A cidade ideal possui ainda um ambiente saudável, espaços onde o verde da natureza existe, onde os recursos hídricos são bem cuidados. É um lugar voltado também às artes, ao lúdico, às manifestações culturais, às praticas esportivas. É desprovida de ódios raciais, de intolerâncias ou qualquer tipo de preconceito. Enfim é um espaço, por excelência, do altruísmo, do conhecimento e do amor entre as pessoas.”

Thiago Freire
“Uma cidade onde tivéssemos livrarias com mais livros da Boitempo. Porque tá complicado achar os livros em lojas físicas…”

Gilberto Tedeia
“Que cidade queremos? O lado em que você está na margem esquerda da rebeldia contra o planeta favela é aquele que dá voz a violências e contradições historicamente silenciadas.”

Karla Cunha
“Que cidade queremos? Cidades para todos, livres de segregação, acessíveis, acolhedoras e mais tolerantes.”

Alexandre Alencar
“Que cidade queremos? Aquela que coubesse dentro de uma praça…”

Moises Carvalho
“Não à de se tecer diversas críticas de concepções teóricas, se para alinhar prática, precisamos da teoria. Preciso da teoria para colocar a minha Práxis na alteração da realidade e essas obras me ajudaram como parte de uma concepção de mundo que acredito.”

Gabriel Pedreira De Freitas Catapano
“A cidade ideal é aquela em que o Anti-Dühring está em todas as livrarias, a Boitempo em todas as casas, e o Engels em todos os corações.”

Douglas Martins
“Uma cidade ideal é a utopia da cidade comunista; onde os serviços urbanos não sejam transformados em mercadoria e a classe trabalhadora não seja submetida à exploração de sua força de trabalho. Uma cidade onde a arquitetura e o planejamento urbano não sejam instrumentos para a consolidação de sociedades desiguais e privilégios de poucos. Uma cidade que seja espaço de vida, cultura, lazer e não criminalização e repressão.”

Maurí Luiz Bessegatto
“É aquela que demostramos nosso afeto, pois é nela que está nosso patrimônio cultural material e imaterial, nossa herança ao futuro. É aquela que temos vida digna de cidadãos, onde trabalhamos, sofremos, fizemos amor, nos alegramos, choramos, brincamos, ficamos doente… tudo com muita responsabilidade, respeito.”

Thiago Dos Santos
“Com toda a licença poética, ao estilo Cidades Invisíveis de Italo Calvino:
Quem chega a Utópica vê que, constantemente, as ruas mudam de lugar, todos os caminhos levam a uma praça central onde discute-se. O voto é contestado e dialetizado, apreciado por todas as partes que, satisfeitas, voltam por ruas infinitas que cortam e se entrecortam, possibilitando ao morador a visita a todos os espaços. Pode-se penetrar em todos os lugares, de modo que, em sua organização, sempre dobrando à esquerda, chegamos a todos os objetivos e todas as portas estão abertas para a discussão, para as artes. As portas, as catracas, são lendas contadas ao redor da fogueira para as crianças, mete-lhes medo. Com muita atenção, pode-se notar que do entrelaçamento das ruas, sem qualquer letra alfabética, lê-se ‘De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades’.”

Rodrigo Esteves Lima
“Cidade ideal é cidade concreta, feita pelo povo, para o povo e ocupada pelo povo.”

Lisabete Coradini
“O Rio de Janeiro continua lindo.”

Karol Siqueira
Oxe, que cidade queremos? Essa é fácil, uma cidade que não seja mercadoria.”

Loo Iza
“A minha cidade ideal é livre, mas livremente comprometida, comprometidamente alegre, alegremente diversa, diversamente respeitosa, respeitosamente engajada, engajadamente rebelde e rebeldemente construtiva, construtivamente criativa, criativamente responsável, responsavelmente divertida, divertidamente plural e pluralmente singular, singularmente global, globalmente forte, fortemente emotiva, emotivamente racional, racionalmente florida e floridamente não desigual.”

Rogériø Caron Furquim
“A cidade ideal é a cidade cujo ideal não seja somente o meu, diriam seus cidadãos.”

Rose Silva
”A cidade ideal seria a qual todos tivessem as mesmas possibilidades para se desenvolver.”

Ícaro Vilaça
“Arquitetura e Urbanismo para todos.”

Gabriela Lazzari Nogueira
“Santa Maria da Boca do Monte com suas alegrias e dores!”

Beto Martini
“Uma cidade longe dos esquerdistas comunistas hipócritas!”

Jeú Daitch
Queremos uma cidade sem muros: físicos, sociais, culturais, políticos. Só a revolução poderá derrubá-los.”

Everton Santos
“A cidade dos sonhos, a discussão na ágora.”

Rodolfo de Souza
“O meu ideal certamente não será um Platônico!”

Rimede Atulip
“Um lugar onde todos e todas tenham o direito de construir a cidade que sonham, queiram, imaginam, precisam, curtam… Uma cidade para olhar, cheirar, respirar, sentir, saborear… Um espaço urbano em toda sua capacidade, interatividade, dialogiCIDADE, democratiCIDADE, exotiCIDADE… Meu ideal de cidade é assim: pura utopia, concretude plena, prática dialética, hipertextualidade perene, em processo de construção”

Will Àcrata
“A cidade ideal é mutável, de acordo com as demandas que a natureza precisa, priorizando a biodiversidade, adotando a agroecologia, permacultura e levando em consideração as necessidades das pessoas.”

João Pedro Moraleida
“Uma cidade onde emane as resistências de classe, onde a radicalidade se dê no presente pelo direito à cidade. A cidade da chamada razão tecnológica e de seu biopoder já não apresenta mais uma forma continuada de crescimento único, seus limites já foram colocados, é preciso na introdução da (nova) práxis de luta urbana uma passagem da perplexidade para a conjunta ação do “novo tempo do mundo”, ou dos horizontes rebaixados: a cidade precisa se haver com a desconstrução desse paradigma e recuperar a política do cotidiano e suas metanarrativas.”

Raphaela Oliveira
“A cidade que queremos, é a que todxs tenham direito à cidade, a todos os espaços urbanos. Sem nenhuma forma de desigualdade.”

Cristiane Firmino
“Uma cidade cidadã simplesmente. Construída para @s seus habitantes con+viverem nela sendo respeitad@s!”

Alberto Navarro
“Assunto mais do que pertinente nos dias atuais!”

Joao Medeiros
“Uma cidade sem grades nem muros.”

Gabi Albornoz
Respeito x (“diverCIDADE” + encontros + natureza + arquitetura para pessoas) – lógica do capital =  #QueCidadeQueremos”

Edilvan Moraes Luna
“A cidade que queremos é a cidade da utopia, do sonho coletivo que se torna real a partir da ação de pessoas conscientes do fato que são elas “sujeitos da própria história”. É a cidade da democracia, mas não aquela democracia autocrática, que atrela o destino da nação ao destino de uma minoria subserviente ao capital (aristocracia em pele democrática), e sim a democracia da participação coletiva e igualitária (como diria o filósofo, “aquela democracia onde ninguém seja tão rico a ponto de comprar alguém e ninguém seja tão pobre a ponto de se vender a alguém”). Não queremos uma cidade cinza, esgotada, do medo, cansada, sem tempo, que vive para o consumo e cercada de grades e muros, cidade criadora não de pessoas, mas de “gado” em marcha ao “matadouro”. A cidade que queremos é aquela feita por homens e para os homens em nome da liberdade humana.”

Lígia Mauá
“A cidade que queremos não é a cidade ideal e sim um espaço de união dos diferentes ideais, de diversidade, igualdade, e não da exclusão a serviço de poucos. A cidade que queremos é o espaço para muitos, para todos – não para algo vazio e abstrato como o capital.”

Gabriel Kazukas
“A cidade que queremos é toda a simbologia criada na cabeça de nossa criança interior quando observamos o Planeta Vermelho (Marte) pelo telescópio, e, mesmo a quilômetros de distância, nos reflexos das lentes convergentes do instrumento astronômico, vemos um emaranhado de cores e formas e imaginamos a liberdade desta representação num breve suspiro de esperança, para uma vida mais tranquila que avança, no seu máximo, na velocidade de um carrinho de rolemã descendo uma pequena-grande ladeira.”

Therezinha A. Crochiquia Muscovick
“Ouvimos, discutimos, debatemos, refletimos, rimos e até mesmo quase choramos ao nos confrontar com nossa condição de cidadãos versus o capital predatório que assola a nossa e tantas outras megacidades. Apesar da angústia, creio que saímos de lá fortalecidos para a ação e criação de uma cidade mais humana. Tanto engajamento e amor nas falas dos ilustres professores, agentes políticos e demais profissionais que realizaram esse magnífico evento foram essenciais para essa tomada de consciência e vontade de fazer mais.”

Alzira Mitz Bernardes Guarany
“Que cidade queremos? Uma cidade construída pelas e para as pessoas que nela moram, transitam e trabalham. Uma cidade que pensa, planeja e executa as necessidades de seus cidadãos e não apenas do turismo, nem dos interesses do capital e do lucro. Uma cidade que se importe com o GÊNERO HUMANO e não com os interesses de uns poucos homens!”

Daniel Ricco
“Meu ideal de cidade é aquela que trata coisa como coisa.”

Renato Anacleto
“#QueCidadeQueremos, A cidade ou sociedade seja capitalista ou socialista, que se faz necessário seria uma sociedade na qual as desigualdades sociais fossem menos agudas, havendo melhor distribuição de riquezas produzidas, ainda que houvesse classes sociais de níveis diferentes, aquelas classes com menor potencial econômico, pudesse usufruir dos mesmos bens de consumo que as classes com maior recurso financeiro usufrui, ai sim seria uma cidade ou sociedade ideal.”

Glauber M. Florindo
“Em uma cidade ideal, as construções são pessoas e tudo é eterna ocupação.”

Vanessa Gregorut
“A cidade que queremos é uma cidade sem muros nem grades, sem limitações físicas e sociais e sem a discrepância do luxo que convive ao lado da extrema miséria. A cidade que queremos é a cidade igualitária.”

Filipe Rodrigues
“A cidade que queremos é vermelha, fraterna e unida! Trabalhadores de todo mundo, uni-vos!”

Jorge Araujo Pereira Jr.
É a cidade que não temos, nem teremos, se continuarmos sendo o que somos, infelizmente, seremos.”

Maria Fernanda Milicich Seibel
“A cidade que queremos é um espaço de construção coletiva, que respeite a todas as pessoas e ao ambiente, sem dar privilégios aos detentores do capital. A cidade que queremos é oposta a cidade que temos.”

MAIS VAGAS!

CIDADES REBELDES Anotem na agenda: na quarta-feira dia 03 de junho, a partir das 17h30, serão disponibilizadas, no portal do Sesc e nas centrais de atendimento das unidades do Sesc São Paulo, algumas vagas a mais para o Seminário Internacional Cidades Rebeldes e para o Curso de introdução à obra de David Harvey. As inscrições tinham esgotado em poucos dias da abertura… Acompanhe o site do evento para mais informações: www.cidadesrebeldes.com.br

Saiu no caderno de cultura do Estadão

Espaço urbano
O Estado de São Paulo, Babel, 26.05.2015, por Maria Fernanda Rodrigues
Para o Seminário Cidades Rebeldes, de 9 a 12/6, no Sesc Pinheiros, a Boitempo lança Paris: capital da modernidade, do geógrafo britânico David Harvey, e a coletânea Bala perdida, com a reflexão de 19 autores – de diversas áreas – sobre a violência policial. Entre eles, está o professor de Cidades e Sociedades na Escola de Arquitetura da Universidade de Newcastle, Stephen Graham, que, como Harvey, participa do encontro.

Atenção

Devido à imensa procura, com inscritos de todo o Brasil, os ingressos para o Curso de Introdução à Obra de David Harvey e do Seminário Internacional Cidades Rebeldes acabaram em questão de poucos dias. A partir de um levantamento de desistências, mais ingressos podem ser disponibilizados próximo à data do evento. Os realizadores do evento também estão buscando viabilizar formas de gravação e transmissão das atividades do Seminário e do Curso.

Mais informações serão divulgadas em breve aqui, no site oficial do evento, e nas redes sociais da Boitempo Editorial e do Sesc Pinheiros.

Leia a resenha de “Sobre a questão da moradia”, de Engels na Folha

Em livro, Engels expõe crise habitacional de forma muito atual
Por Mauricio Puls.

 

Folha de S. Paulo | Ilustrada | 16.05.2015

 

Desde a Era Vargas, todos os programas destinados a resolver o problema habitacional no Brasil fracassaram.

Por quê? É a resposta a essa pergunta que confere ao livro Sobre a questão da moradia, de Friedrich Engels (1820-1895), uma atualidade surpreendente.

Em sua obra – dirigida contra as concepções de Pierre-Joseph Proudhon –, Engels constata que as tentativas de converter cada assalariado no proprietário de seu imóvel nunca chegam a bom termo porque os trabalhadores são obrigados a se mudar.

Muitos demitidos precisam se desfazer de seus bens, alguns têm de achar abrigos mais próximos de seus novos empregos, e outros não conseguem arcar com os impostos decorrentes da valorização de certos bairros.

Não é possível atar os assalariados às casas porque o mercado de trabalho se altera sem cessar. Na realidade, diz Engels, a escassez de moradias é artificial, pois os imóveis necessários já existem: os assalariados é que não dispõem de renda suficiente para alugá-los.

“Já existem conjuntos habitacionais suficientes nas metrópoles para remediar de imediato, por meio de sua utilização racional, toda a real ‘escassez de moradia’. Naturalmente, isso só poderá ser feito mediante a expropriação dos atuais possuidores ou então mediante a acomodação, nessas casas, de trabalhadores sem teto.”

Depois de apontar as contradições das propostas para resolver o problema sob as condições impostas pelo capitalismo, Engels assinala que “a burguesia só tem um método para resolver a questão da moradia”: embelezar os distritos mais pobres.

“O resultado em toda parte é o mesmo”, pois os focos de epidemias e os buracos mais infames “não são eliminados, mas apenas transferidos para outro lugar”.

Como observa Guilherme Boulos – líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e colunista da Folha – na orelha do livro, “lamentavelmente a natureza do problema da habitação permanece a mesma quase 150 anos depois” da publicação da obra de Engels: “As favelas retiradas do centro renascem nas periferias.”

***

Sobre a questão da moradia, de Friedrich Engels

“O capital não quer eliminar a escassez de moradia, mesmo que possa.”

orelha: Guilherme Boulos
ilustrações: Gilberto Maringoni
tradução: Nélio Schneider
título original: Zur Wohnungsfrage
páginas: 160
preço: R$ 37,00

Leia a orelha do livro, assinada por Guilherme Boulos, no Blog da Boitempo aqui.